quarta-feira, 25 de abril de 2012

...: #MOA FAIL :...


Língua de mãe é uma praga, não é? O moleque está lá no alto da árvore e ela gritando; “- Tu vais cair daí! Tô avisando!” Daí a criatura fica lá teimando até se esborrachar de cara chão!
O que eu falei aqui pra vocês sobre o prezado Natanael Jr e Cia LTDA?
 Eu também despenquei feio da minha árvore de ilusões otimistas, confesso.
Mesmo depois de tamanha exposição  quanto ao fiasco do Metal Open Air e seus inúmeros absurdos e cancelamentos alardeados  pelas redes sociais e tv, eu ainda me ponho aqui para comentar alguns pontos purulentos dessa sutura:
1°- Eu estou indignada ao perceber que há muita gente desta ilha e por todo Brasil dizendo que o erro foi ter realizado o festival aqui em São Luís, pondo a culpa na cidade e não na produção criminosa do evento. Essa postura é de um grau de alienação enorme e está repleta de preconceito. São Luís têm sim condições de receber grandes shows a exemplo do David Guetta realizado pelo Chez Moi Produções em janeiro deste ano. O que derrubou o MOA foi ter sido capitaneado por gente inescrupulosa, cuja má fé resultou nessa sujeira difícil de limpar.
2°- Espero sinceramente que a cena rock do Maranhão e das demais regiões do país não tenham também engolido tudo o que foi veiculado pela mídia durante o festival. Caso não saibam  São Luís infelizmente sofre com o domínio de muitos “cartéis” e um dos mais repugnantes  deles se refere a realização de eventos na capital. Há uma espécie de monopólio velado, onde produtora de fora do Estado ou qualquer concorrente desavisado não tem vez: tentou confrontá-los, é derrota na certa! No caso do MOA não foi diferente: incomodou, gerou inveja, não pediu “com licença” aos donos do pedaço, no outro dia, eles pedem a sua cabeça! Liguem os pontos e vocês entenderão!

3°- Vender seu trabalho para alguém é uma coisa, outra coisa é colocar preço na sua credibilidade que teoricamente deve ser inestimável. Fiquei besta de ver uma galera por aí que estava faturando com o MOA ficar mandando mensagens  nas redes sociais do tipo; ” -Venham pro MOA! Blind Guardian e Grave Digger vão tocar!” Sendo que o próprio Blind Guardian já tinha cancelado tudo através do facebook na pagina oficial da banda. Daí quem já estava triste ficou ainda mais desapontado ao chegar no local e não ver nada disso! Pra que fizeram isso? Ganhar para divulgar é ganhar para mentir?
 É, então tá.



4°-Vítimas de roubo, instalados em condições desumanas, submetidos a todo tipo  de frustração, o público que compareceu ao Metal Open Air tinha gás para deflagrar uma verdadeira guerra no Parque Independência, mas ainda bem, não foi isso que aconteceu. As pessoas que lá estavam demonstraram um grau de civilidade altíssimo! Não houve briga, não houve morte! Bem diferente de muitas micaretas e outras festas por aí, que vira e mexe estampam a primeira página dos jornais como palco de crimes hediondos! Essa constatação só veio provar mais uma vez que os amantes do rock n roll tem uma postura bem melhor que a dos ditos “ eleitos” pela sociedade. Parabéns headbangers
5°-Natanael Jr aprontou outra das suas e o soco inglês tupiniquim veio do Brasil inteiro como eu previa neste post . Ele e seu "companheiro de aventuras", Felipe Negri, estão na mira do PROCON, do Ministério Público e de quem teve suas expectativas jogadas no lixo do Metal Open Air. O vídeo a seguir mostra os novos “epítetos” pelos quais Felipe Negri está sendo conhecido agora no meio underground: ”Ladrão” é só um deles...

 
Por fim, nem preciso dizer que o futuro do rock em São Luís é incerto, portanto, não se espantem se de repente a cena já capenga ficar tetraplégica. Creio que as bandas locais serão um importante apoio durante esse período de hiato dos shows internacionais. Vamos torcer para que novos produtores possam desenvolver seu trabalho com liberdade e idoneidade, para que possamos retomar a batalha  pelo rock na ilha.  

...: Sobre a Coragem que inspira e o Terror que mata :...



Eu já comentei em um outro post deste blog sobre a liberdade de expressão e até a defini à minha maneira :"É uma "mulher de bandido" da comunicação, daquela que apanha feio, ganha mordaça e punições dignas de estado de sítio, mas nunca toma jeito".

E por não domar esta fera que habita alguns de nós, em especial os jornalistas, é que pagamos um preço alto:pagamos com a própria vida.
Com Décio Sá, jornalista do Sistema Mirante de Comunicação, essa triste realidade se repetiu, assinalada por um desfecho sangrento.

 Décio também não desejava adestrar a sua liberdade de expressão, permitindo por diversas vezes que esta perseguida virtude lhe tomasse  e viesse a tona em forma de denúncias impactantes através de seu blog.

Nunca tive contato direto com ele, nem mesmo era partidária de sua postura político-ideológica, mas estou APAVORADA por me deparar com este cenário de violência explícita que ameaça o exercício da prática jornalistica nesta cidade.

Como se já não bastassem as angulagens tendenciosas e as interpretações deturpadas para se preocupar, o jornalista maranhense precisa agora acautelar-se de sua segurança coma mesma rigidez de um foragido de Justiça, caso contrário, sua vida será ceifada sem piedade a qualquer momento.
A pergunta é repetida à medida em que a realidade nos parece angustiante:

 - Afinal, ONDE VAMOS PARAR?

Diferente do que muitas pessoas acreditam o trabalho do jornalista não é a descrição de um " fato" tal qual um narrador onisciente, mas sim a construção da realidade a partir de instrumentos  que lhe são apresentados ao longo da vida acadêmica ou de seu empirismo na área.

Contudo, ainda assim, por instrumentalizar a informação das mais diversas formas, nós jornalistas seremos punidos na dantesca premissa do"olho por olho, dente por dente"?

O assassinato de Décio Sá é tremendamente pesaroso para a classe jornalistica, mas se traduz em um momento para refletir sobre a coragem que inspira e sobre o terror que mata.

Meus sentimentos à família e aos demais amigos do jornalista.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

...: Pérola de Páscoa :...

Olá Pessoas!

Enquanto muita gente estava  se entupindo  de chocolate ou de uma birita qualquer, o site IMIRANTE.COM não deixou a informação de lado e levou aos internautas todas as notícias do feriado em clima de " Feliz Páscoa!"(só que não!)", olhem só que beleza:


Sim! É ISSO MESMO! Olhe mais de perto!


A empresa Sá Cavalcante lá, toda serelepe desejando "Feliz Páscoa" na moldura do site IMIRANTE e a galera do IMIRANTE põe essa foto DOCE da editoria de POLÍCIA bem embaixo!
O que dizer Prof. Chaparro?

QUE BELEZA DE TRABALHO! QUE DESLUMBRE DE ASSESSORIA!

E isso foi em plena SEXTA-FEIRA SANTA! É # TENSO OU NÃO É?
É meu amigo, divulgue o seu produto com quem " entende"!
Dá nisso aí ó!





quarta-feira, 28 de março de 2012

...: Clichê para nossa alegria ( e não leia esse título cantando!) :....







Se você ainda não assistiu ao vídeo “ Para nossa alegria”, também conhecido pela alcunha de “Cantando em Família”, certamente vivemos em galáxias digitais muito distantes.
A pequena “jam session” em família, protagonizada por Suellen, Jefferson e Marinalva Barbosa está no topo do ranking brasileiro dos vídeos mais acessados no site You Tube, com cerca de 11784259 exibições até a noite desta terça - feira(27).
Além de ter sido  “homenageado” em versões funk, rock e até com outros  “atores” em seu elenco, “ Para Nossa Alegria” virou bordão e  até meme da web.


Com tamanha repercussão, você pode estar se perguntando: ”- Mas que Diabos têm esse vídeo infame para se tornar a nova epidemia deste país?”
A resposta é simples: “ - Ele está recheado de clichês”
Claro que Suellen nem deve ter pensado nisso, nem mesmo que está também endossando a tese de Andy Warhol de que no futuro todos teriam seus 15 minutos de fama. Contudo, “Para Nossa Alegria” é uma bomba de lugar comum no que tange ao humor e se apropria mesmo sem querer de elementos das mídias virtual e eletrônica para compor a arquitetura de sua piada.
Quer um exemplo? Todo mundo que assiste ao vídeo comenta o sorriso intrigante de Suellen e mais ainda, de seu irmão: aquela falta de naturalidade, aquela dentição espelhada vagando entre o forçado e o grotesco... Ah sim, eu já vi!

Jefferson nada mais é do que uma versão melhorada à base de dentifrício de Tião Macalé, lembram? Aquele  de” Os Trapalhões”, conhecido pelo seu indefectível bordão;” Ih,nojento! Tcham!”É meu amigo, e você achando que a sua risada não tem memória associativa.
Outro aspecto que descontrola o riso de quem vê esta obra prima da falta do que fazer  trata-se da entrega com a qual Suellen entoa o hino gospel  “Galhos Secos” de uma forma absurdamente desafinada: cada solfejo  é um “gorfejo” ( sim esse neologismo é meu).
Ora: rir do desafinado é rir de quem crê piamente em um talento que nunca teve e não há nada mais engraçado do que um bom papelão como esse para nos levar as lágrimas de alegria. Vai dizer que você não se lembra disto também:

Não importa o quanto ela tenha dado explicações para seu fiasco: o fato é que o Brasil inteiro sorriu com o vexame que a cantora Vanusa passou ao tentar cantar o hino nacional com a acuidade de um bêbado em um evento. Uso de remédios tarja preta, alcoolismo, enfim, ninguém sabe ao certo o que houve, mas a gente riu e repete a dose agora para nossa alegria*.
Ainda poderia aqui fazer conexões sobre os movimentos a la “ Fat Family” feitos por Suellen logo no inicio da canção ou ao "bocão Royal" de seu irmão no clímax do vídeo, mas estas são observações secundárias.

O que quero dizer é que até para o humor, nossa mente possui um repertório próprio para reconhecer se o que é visto, ouvido ou lido por nós se traduz em piada ou não. Esse vídeo é uma empada de clichês da qual já estamos cheios até a tampa, mas que se renovam em virtude dos contextos onde se adaptam, através de significados mutáveis ao sabor das gerações.
Portanto, não se impressione com as porcarias que surgem nas redes sociais e no universo midiático em geral: elas são parte da mesma fórmula que nossos pais já consumiram, porém com uma embalagem mais moderna (memes, stand up, etc).
A diferença agora é que o conteúdo  dessa fórmula se decompõe em menos de 5 segundos, tamanha é a putrefação da ideia na era do instantâneo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

...: Curte.... Mas não me envergonha! :...



O preconceito em relação ao rock é tão antigo quanto a sua própria gênese. De Chuck Berry a Slipknot, a estória é sempre a mesma: são todos adoradores do Diabo, bebem sangue humano e cheiram até orégano se isso der algum “barato”.
Sinceramente? Não vou discordar! Gostando OU NÃO de rock, a pessoa faz consigo o que  bem quer! O erro é classificar os apreciadores deste estilo musical como os únicos responsáveis por todo tipo de iniquidade que se alastra sobre a face da Terra!
Tem pastor comprando iate com dinheiro dos fiéis, padre "comendo" criancinhas e o grande problema da humanidade é o rock?
Saindo do campo das generalizações burras, posso dizer que a maior contribuição para toda essa resistência parte de quem se diz roqueiro. E a expressão é essa  mesma: “ se diz”.
Quando uma pessoa gosta de algo, essa característica aparece naturalmente, ou seja, não precisa andar com uma placa de “pergunte - me como”: as pessoas irão perceber.
Outro mal da classe que “se diz” do rock, refere-se à confusão que alguns de seus seguidores fazem entre liberdade e libertinagem. As bandas de rock incitam o desprendimento, a revolução, a emancipação da mente e das atitudes, mas fundamentalismo é coisa do Talibã!
Dai um grupinho que interpreta literalmente as letras de suas bandas “ do mal” saem depredando o patrimônio público por que são roqueiros? Não!  Por que são marginais, isso sim!
São debiloides bárbaros que não sabem distinguir os limites geo culturais entre Finlândia e Maranhão e posam feito idiotas no BANDEIRA 2 do dia seguinte! Daí começam a divagar sobre a personalidade dos adeptos dessa tribo e  surgem  “ lendas” capazes de comprometer todo mundo em função de dois ou três  rebeldes sem causa.
                                                             Envergonhando a classe =/
No fim do ano passado, um grupo de policiais invadiu um show de rock na Indonésia onde prendeu cerca de 100 jovens  e saiu cortando os cabelões e os moicanos de todo mundo!
Além disso, quem tinha piercing foi obrigado a tirá-los e ainda foi submetido a uma espécie de lavagem cerebral quanto ao "comportamento adequado em sociedade".



Já pensou se essa moda pega aqui no Ocidente? Quando as pessoas entenderão coisas simples como:
a)      Corpse Paint não transforma ninguém em demônio.
     
      b)      Tatuagem não muda caráter.

c)       Terno e gravata não salvam almas.

d)      Cabelo colorido é tão antigo quanto o Bozo, então não trate isso como um OVNI.

e)      Piercing é um adorno e pode mais ser bem mais digno do que seu Rolex pirata.

f)       Cores são polissêmicas, têm mil significados que dependem de contexto, cultura, etc, portanto: PARE DE DIZER QUE PRETO É  A COR DO DIABO! POR QUE AS CORES NÃO SÃO PROPRIEDADE DE NINGUÉM! YVES SAINT LAURENT E LOUBOUTIN BRIGAM ATÉ HOJE NA JUSTIÇA PELO VERMELHO!
       GENTE! ALGUÉM DÁ UMA CAIXA DE COLOR BARS PRA CADA UM E PRONTO XD


g)      Drogas estão em todos os lugares: da escola a festa de elite, da esquina da minha casa ao quarto do seu vizinho, então pare de associá-las somente a quem gosta de rock.

h)      Satanistas, Góticos e Black Metals são denominações totalmente diversas: ignore menos e se informe mais.

i)        Não entre nessa de que pode roubar ou quebrar coisas no cemitério por que se acha o Nosferatu dos Trópicos: Vandalismo é crime! Lembram do Ronaldo Esper?

            Pois é... E esses aqui  embaixo que enfiaram o carro roubado no meio das lápides?
                                                               
                                                                 #Deu merda!

Gostar de um estilo musical pode estar expresso nas suas roupas, no seu modo de cuidar da aparência, mas se ele começa a escraviza-lo tal qual um dogma, alguém está sendo marionete de suas próprias escolhas, afinal, há uma linha tênue entre vestir fantasia e adotar um visual ousado.

Toda discriminação  contra aqueles que gostam de rock cresce em virtude da falta de informação não só de quem está de fora desse nicho underground, mas principalmente daqueles que estão batendo cabeça no show e nem sabem ao certo por quê.
A sorte dessas pessoas que se travestem de roqueiros é que o rock n roll não é nenhuma raça ariana, pelo contrario: acolhe inúmeras outras tribos e ainda recepciona quem lhe torcia o nariz outrora.
Mas se decidisse eliminar os traidores ou colocar a cabeça de seus desertores a premio, tenham absoluta certeza que esse genocídio teria proporções gigantescas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

...: Sepulenda e outras Histórias do Rock no Maranhão :...


Se você gosta de rock e mora em qualquer canto deste país já deve estar por dentro do Metal Open Air Festival 2012. O evento que deve reunir monstros sagrados das guitarras como Grave Digger, Megadeath e Anthrax, está sendo aguardado com uma ansiedade doentia principalmente pelos headbangers da ilha, e com razão!
Quem está vindo para o festival diretamente das regiões Sul e Sudeste do país já está habituado  com mega produções desse porte , mas para nós, que já vimos o movimento passar por todo tipo de abstinência ,o  Metal Open Air 2012  será uma overdose histórica, daquelas de contar para os netinhos, isto é, caso reste algo de nós depois disso tudo!
Isso por que até alguns anos atrás, show de grandes bandas nacionais e internacionais eram uma loteria ingrata nessa cidade! Tínhamos que contar não só com o bom gosto dos poucos produtores daqui, mas torcer também por um local acessível, com uma boa estrutura de som, enfim,  detalhes totalmente imprevisíveis visto o amadorismo que reinava na época.
A indústria do entretenimento segmentado foi entendida como um negócio muito recentemente em São Luís: até então associar marcas e serviços a um show de metal era algo impensável. O  público pequeno e o próprio preconceito com o estilo  não despertavam investimentos e a coisa terminava  no improviso de quem ama o som mas necessariamente não entende de logística nenhuma.
Certo que para o underground a forma não importa tanto quanto o conteúdo: o que nós queríamos de fato era um show inesquecível com as músicas que marcaram nossas vidas, mas se nem a banda idolatrada dava as caras, era melhor o produtor esconder a sua.
                                                          foto:Portal Underground
Dentre tantos outros fiascos da cena rock local nenhum foi tão conturbado como o famoso "Sepulenda”. Por duas vezes a aclamada banda Sepultura teve seu show anunciado na capital maranhense: a primeira vez em 1999 e a  segunda  no ano de 2006, mas nas duas oportunidades o show foi cancelado.
Na mais recente, durante  o evento SEPULFEST , várias pessoas só foram informadas sobre o cancelamento no local onde seria a apresentação e o tumulto foi grande exigindo a retratação da produção e ressarcimento pelos ingressos comprados.
Curiosamente o mesmo produtor que esteve à frente dos fiascos citados acima, hoje encabeça o Metal Open Air 2012! Surpresos? Eu não.
Sei que são  poucas  pessoas no Maranhão que trabalham com esse tipo de entretenimento e admiro quem tenha ousadia suficiente para apostar em algo dessa magnitude envolvendo o bom e velho rock n roll.
Não vou julgar caráter, vou julgar profissionalismo nessa empreitada.E estarei lá, lógico!
Meu cartão de acesso e do meu namorado.

 Tem banda aí que nem nos meus sonhos eu poderia imaginar  ver um dia, ainda mais no meu aniversário. Tudo bem que ainda não vi ninguém do 80´s pós punk, dark wave, gothic  nessa seleção, mas  quem sabe?
Com bons parceiros investidores e dirigindo o setor de jornalismo de uma emissora na ilha, o produtor do finado Sepulfest e do embrionário Metal Open Air 2012, está com a faca e o queijo  nas mãos para fazer bonito.
Só espero que ele não derrape na logística nem na credibilidade:  vai ter soco - inglês com uma cara bem tupiniquim para cobrar respostas por esse Brasil todo! 


sábado, 29 de outubro de 2011

...: Dos Ancestrais ao Halloween: uma questão de Raízes :...


                                                   
Já ouvi dizer que para o povo africano, a morte de uma pessoa mais velha significa o mesmo que atear fogo em uma biblioteca: perdem-se com ela informações e experiências que poderiam acrescentar muito a vida de outras pessoas.
Eis um pensamento que respeito, sabe?
Aliás, o meu respeito para com os mais velhos estende-se aos mais antigos, ou melhor, aos nossos ancestrais. Além das heranças óbvias como o idioma, os costumes e as tradições, creio que uma grande contribuição de nossos antepassados está expressa nas lendas, essa forma milenar de descrever e explicar o mundo  através de relatos ricos em detalhes e com uma pitada de magia.
Nesse sentido, tenho que afirmar, a contragosto de ufanistas verde-amarelos que sou uma grande fã do Halloween. Digo isso por que antes mesmo de conhecer essa festa a fundo, já era encantada pelo universo místico que os Celtas criaram há tanto tempo através de seus rituais, capazes de integrar o calendário de países tão diversos como o Japão e o Brasil.


Sei que antropólogos, folcloristas e até esses defensores de plástico da identidade nacional devem surtar com esse meu modo de pensar, mas eu lhes pergunto: - Existe algum movimento advindo da ancestralidade  de nosso país que tenha  referência em escala global, atingindo do Oriente ao Ocidente, tal qual o Halloween? Apresentem-me! Eu desconheço!

Tudo bem que o nosso Carnaval tem cópia na Finlândia, o que é bem pitoresco também, mas trata-se de algo pontual, isto é, as pessoas não saem vendendo serpentinas mundo afora, e no conceito de ancestralidade, o carnaval nem é obra nossa, nasceu na Grécia, e, portanto não cabe nesta análise.
Galera caindo no samba em Helsinki, na Finlândia!

Certo que a Europa e mais precisamente, os E .U. A  sabem vender os seus produtos como ninguém, mas o segredo deles e do Halloween não é mero marketing.
A diferença é que por lá eles “vestem a camisa”, ou melhor, as fantasias! E fazem isso    como desculpa para a esbórnia ou para reviver na brincadeira pura e simples, uma crença de seus antepassados Celtas.
Claro que há alterações e inferências várias, até por que a cultura não é um membro engessado sem movimento, mas um braço no melhor estilo Carmem Miranda: com pulseiras de “ todas as cores” sacodindo de “todas as formas”.
Em nosso país fomos privilegiados  com milhares de elementos e manifestações belíssimas que sequer são ensinadas nas escolas e nossas crianças saem de lá sem referencia sólida acerca disso.

Há o Dia do Folclore como data comemorativa, mas ninguém sai pendurando Sacis nas portas de suas casas ou se veste de mula sem cabeça!
O que? Achou ridículo? E decorar o jardim com uma abóbora iluminada também não é?
Mas a partir do momento que eu sei que essa abóbora remete à lenda  Celta do Jack O’ Lantern e sua saga pelo Limbo, tudo ganha sentido e a  tradição se fortalece através dos tempos.
Nós também precisamos nos conhecer melhor culturalmente, as nossas lendas e mitos, a nossa identidade cultural construída aos trancos e barrancos das mil e uma colonizações.
É muito fácil arrotar amor à brasilidade com um baseado a tiracolo e uma cabeça fora da realidade, difícil é convencer a todos de que é necessário proteger a nossa memória  para que possamos formar uma sociedade consciente  do valor de suas raízes.
Küsse Amigos e ....


P.S: a foto lá do alto é de minha bizavó por parte de mãe, Dona Itelvina, quando jovem.Infelizmente ela já não está mais entre nós.

sábado, 22 de outubro de 2011

...: No Limite :...






Olho de cabra, cérebro de macaco,testículo de boi.... Tanta comidinha boa por aí e o Rafinha Bastos decidiu "comer" a Wanessa Camargo e o bebê dela! assim sem mais nem menos!
Poderia ter rendido somente uma indigestao passageira mas acabou virando processo movido pela herdeira sertaneja em defesa da honra de sua cria ainda em gestação.

A opinião pública anda dividida sobre o embate entre a cantora(?) e o humorista: há quem diga que a filhota do Zezé( e essa intimidade de o.b, gente?)tem toda razão em levar o caso à Justiça já que Rafinha levou primeiro para a sacanagem.

Porém a turma do ex- CQC também sai em defesa de seu porta voz e continua apoiando-o na web e fora dela fazendo Wanessa passar vexames como na última quinta-feira ( dia 20) durante o prêmio VMB na MTV.Enquanto tentava apresentar uma das categorias do premio ela teve que engolir um coro  que gritava:" - Rafinha! Rafinha! Rafinha!" direto da platéia, apenas para desconsertá-la.

A discussão aqui poderia meramente resurmir-se à uma página da Contigo! mas esse caso nos faz refletir sobre alguns fatos mais interessantes do que a reabilitação da Vera Ficher após mais uma internação para livrar-se das... do...do stress gente! do stress!

O que está movendo essa rusga toda é uma tal de liberdade de expressão, já ouviu falar?
Uma " mulher de bandido"da comunicação, daquela que apanha feio, ganha mordaça e punições dignas de estado de sitio, mas nunca toma jeito! Ela acaba atraída pelo fetiche da política, pela prostituição da corrupção e  acaba vivendo para sempre debaixo da porrada.

Desde que entrei para carreira jornalística sabia que ainda veria milhares de novelas com essa mesma protagonista.Sabe, tem muito humorista aí que deixa de abordar certos temas por que teme ser repreendido pelo público, pela censura( sim ela está aí!) e até pela produtora dele que o proibiu de fazer piadinhas sobre o deputado x ou o governador y  por que eles patrocinam o show.

Contudo eu já fui à um espetáculo em que o ator/comediante  criticou do idoso ao cadeirante e ainda riu da paralisia que tem em uma das mãos e que segundo ele, o impede de se masturbar direito !( kkkkkk)Entendem onde quero chegar?

 No Brasil, pais de família pagam por sexo com menores, pessoas subornam o guarda para não pagar multa ,testemunhas de crime são assassinadas friamente, tudo isso na surdina, mas quando alguém ironiza esses nossos podres, sai falso moralista  pelo buraco-do-rato-do-teto-do-vizinho para colocar as mãos na cintura e dizer;"- Assim não pode, assim não dá!", mas que no fundo estão fazendo ou acobertando as mesmas coisas!

Já perceberam que tudo o que é certo e bom para este país tem limite?
Verba para educação, investimento na saúde, modernização da segurança pública, enfim, tudo contadinho, e mesmo que seja um dinheirão, que possa mudar vidas, ainda precisa apelar para a sorte, para nao sofrer um desvio e acabar antes de começar.

Mas o que é danoso, o que é realmente inútil e dispensável está aí correndo solto, sem barreira nem quilometragem definida, gastando seus impostos em carros importados e matando inocentes na porta da sua casa.

Humor é coisa que tem limite neste país,assim como o jornalismo verdade, assim como Dorothy Stang  e tantos  outros ativistas: quem vai contra a maré acaba demitido,processado, morto!
Não estou dizendo que Wanessa não deva continuar com o processo já que sentiu-se ofendida e está gozando  de seu direito: Rafinha criou o primeiro caso de pedofilia intra uterina da história (KKKK) e agora vai ter que se retratar.

Isso tudo por que vocês já sabem: nesta terra, fazer piada com a morte do homossexual pode,rir da pobreza também, o que não pode é dar corda para a liberdade de expressão: ela fatalmente enforcará alguém.
-Empurrem agora meu banquinho então!
Francamente!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

...: Novos Poetas :...



Saudações Amigos!

Sei bem que este blog está cheirando a queijo gorgonzola de tão esquecido, mas pretendo dar um jeito nisso o mais breve possivel. A questao é que iniciei uma Pós Graduação agora e creio que a empolgação  me cegou para com as minhas funções bloguisticas (?)
Passei mesmo para contar a todos sobre uma novidade.
Recentemente enviei um poema meu para participar do  Concurso Nacional Novos Poetas - Premio Augusto dos Anjos, mas sequer andava acompanhando a divulgação do resultado.Para minha surpresa, entre os  2.587 inscritos,  o meu poema Exúvias Errantes, foi classificado \o/ !
Os  250 poemas escolhidos farão parte de uma antologia poetica que será publicada pela Editora Videira.Não vejo a hora de ter um dos exemplares nas minhas maos!

Segue abaixo o  meu poema premiado....
Abraços a todos =D


Exúvias Errantes
No mar de seus lamentos
Preferiu o afogamento
Escolhendo como profilaxia
A asfixia da vida
Buscou no veneno
Uma fuga afoita
Pendular movimento
Pendurada pela forca

Razão de tamanho sofrimento
Nunca se explicou
Um instinto suicida
O seu corpo habitou

Na hecatombe deste espírito
Uma eutanásia singular
Que viesse a execução
Com a Morte a galopar

Os prados da insanidade
Floresceram holocausto
Vestiu a pele do assassino
Imolou todo o fausto

No sacrifício de si mesmo
Não há limitação:
Fuzilamento
Roleta-Russa
Tardia empalação!

Desejo de todo os males
Compulsão fulminante
Pintai o teto da claustrofobia
Com a jugular coagulante
E no silêncio a perseguir
Ritualiza o haraquiri
Samurai sob delírio
Planeja a própria tortura
Degola, esquarteja...
Homicida que se avulta
Recebe na chacina
Tua condenação
Estrangula a carne
E os limites da razão

Derrame...
De sangue e de lágrimas
Derramo...
Versos escarlates
Na lâmina afiada
Exúvias* errantes,
Ao cárcere destinadas.
Nota: exúvia é o nome do exoesqueleto quitinoso de artrópodes deixado quando realizam uma muda.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

...: Por Conta e Risco :...



Em 08 de setembro de 2012, caso o mundo não acabe novamente*, São Luís irá comemorar 400 anos de história. Por todo esse tempo a ilha cresceu, se modificou, herdando do mundo e quiçá do espaço(?), sutis características...

Da Lua, São Luís têm as crateras.

Da Índia, o trânsito.

Dos paus - de – arara, veio o transporte público.

Da cara-de-pau, a inspiração de nossos “políticos”.

Do Inferno, esse calor.

Do abandono, o centro histórico.

Da tortura, as filas no Socorrão.

Das latrinas, nossas praias.

Do Tiête paulista, a Lagoa da Jansen.

Do Espiritismo, o nosso prefeito.

Da cultura, o Bumba Meu Boi.

Das estrelas, os poetas.

Da resistência, nosso povo.

Da genialidade, nossos artistas.

(...)

Já da língua solta,
Da pedra no sapato,
Da boca no trombone,
E da curiosidade,
Que não mata gatos com 7 vidas,
São Luís felizmente herdou:
Uns despudorados com a verdade
Uns ultrajados com o descalabro da cidade
Uns filhos-da-mãe por conta e risco
Uns poucos e bons,jornalistas.


P.S1: Ainda falta algum tempo, mas o Prefeito(?) da ilha já disparou desde março DESTE ANO(!) uma lista de eventos em homenagem ao 4° centenário da cidade...
A reflexão é adiantada: o que vamos comemorar?

BURACOS NO LUGAR DE RUAS?TRÂNSITO CAÓTICO? AEROPORTO CONDENADO? REFORMA PARAPLÉGICA DA BIBLIOTECA BENEDITO LEITE?COLEÇÃO DE ESGOTOS ESTOURADOS?PRAÇAS E MONUMENTOS ENTREGUES AO VANDALISMO?

Tenho uma listinha BEM básica para equipe organizadora dessa" farra do defunto”!
Sim! Por que se é para festejar algo, que se festeje com significado: uma cidade moribunda!

P.S 2: Um abraço especial a todos os colegas jornalistas da capital que não se rendem a corrente polianista de que São Luís – Vai muito bem, obrigado! E a todos que se mobilizam para denunciar as grandes mazelas que encobrem as verdadeiras belezas da ilha.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

...: Tiros em Realengo : Uma tragédia brasileira :...





Um jovem de 23 anos entra em uma escola e promove um verdadeiro massacre: mata 12 crianças, fere mais 17 e finalmente se mata com um tiro na cabeça. Cenas que o Oriente soprou para o resto do mundo como mais um atentado terrorista? Ou seria outra tragédia abatendo o povo americano em uma pacata manhã de quinta feira?


Lamentavelmente não despertamos hoje para nos compadecer e chocar com uma barbárie internacional: vimos com olhos atônitos a tv noticiar que esse banho de sangue aconteceu aqui mesmo no Brasil, em um fatídica escola municipal do Rio de Janeiro.


Falar do desespero dos pais, das mortes prematuras, da chacina e suas conseqüências imediatas é dar voltas em poças de óbvio quando na verdade o que precisa ser discutido são as possíveis raízes desta árvore de frutos podres.


O autor dos disparos na escola municipal de realengo identificado como Wellington Menezes de Oliveira era ex - aluno desta instituição. Seu comportamento foi descrito pelas pessoas que o conheciam como “introspectivo”, apesar de ser muito inteligente e aficionado por jogos e computadores. Parentes de Wellington informaram a Policia que ele era filho adotivo, mas que sua mãe biológica apresentava distúrbios mentais.


Dentre estes dados, nada parece capaz de depor contra a atitude desse jovem, exceto o fato da mãe biológica e parentes consangüíneos apresentarem histórico de demência e o próprio Wellington ter recebido acompanhamento psicológico na infância. Contudo, ao assistir os noticiários que contavam a cada instante o número de vítimas do atirador, uma fala da repórter chamou minha atenção: -Dentre as vítimas estão 10 meninas e apenas dois meninos.


Ficava claro, portanto que o assassino tinha um especial interesse em alvejar pessoas do sexo feminino como uma espécie de purgação. E eu disse purgação? Segue abaixo um trecho da carta de suicídio que o rapaz deixou. Perceba a que a linguagem desse documento está recheada de forte apelo religioso, cheirando a fundamentalismo.





Recheado de facetas desconcertantes, o crime cometido por Wellington ainda foi associado ao bullying que este sofrera ainda nos tempos de colégio, no qual seu estranho modo de vestir e de ser era motivo de piadas, especialmente por parte das – adivinhem - meninas!


Fora as mil análises psicológicas que possam ser feitas em relação a este caso, a idéia de que o autor estava imbuído de premeditação não escapa a nenhuma delas; o uso de dois revolveres, com vasta munição sobressalente e a carta de suicídio endossam esse raciocínio. Aliás, o massacre na escola municipal de Realengo já está sendo colocado na lista de episódios como o ocorrido em Columbine nos Estados Unidos em abril de 1999 e tantos outros com características semelhantes na Escócia, Alemanha e China.


Os motivos para as demais execuções em massa também estavam atrelados a jovens que matavam por serem vítimas de xenofobia, bullying ou simplesmente terem sidos expulsos do colégio onde estudavam. Burrice seria dizer que este tipo de crime é característica única de jovens que não se adequam ao cruel código vigente entre os adolescentes afinal, “ o dia do carteiro” é uma realidade também entre adultos aparentemente normais no E.U.A. Em um dia qualquer, um ex funcionário que foi humilhado, ridicularizado ou demitido injustamente da empresa em que trabalhava,vai até ela e dispara contra chefes e ex colegas de trabalho, executando-os friamente.


A grande questão não é a idade em que a família, a sociedade, ou colegas de trabalho enviam à alguém uma "carta de rejeição" , mas a maneira como o destinário vai reclamar aos próprios correios, que elas não estavam endereçadas corretamente. . .



p.s: Postman Day ou Dia do Carteiro é a nomenclatura utilizada nos E.U.A para determinar um tipo de chacina cometida por quem decide matar os ex companheiros de trabalho e proprio ex chefe após ter sido demitido injustamente ou ter passado por humilhações no ambiente de trabalho.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

...:Sex n' Violence :...



Que a Avenida Paulista se transformou em uma trincheira de violência contra os homossexuais, o país inteiro já sabe. A polícia do estado de São Paulo já contabilizou sete ataques homofóbicos somente em 2010, sendo o último deles registrado no dia 05 deste mês.
Mas afinal, alguém pode explicar qual a raiz dessa equação comportamental entre sexualidade e intolerância?


- Com a palavra, a cultura!


Não é preciso recorrer a análises antropológicas muito complexas para perceber que a relação entre sexo e agressividade encontra-se incrustada em nossa realidade ,chegando inclusive à combinações muito nocivas para o convívio social.

O laboratório mais clássico para observar tal coisa pode ser um bar na esquina da sua casa, por exemplo, basta que nele estejam reunidos alguns "machos heterossexuais", pavoneando-se mutuamente de experiências íntimas com suas respectivas parceiras (ou não).


Dizem então os “machos alfa”:

- Ah!Eu vou agarrar aquela “gostosa”!


Detalhe que o adjetivo “gostosa” é pronunciado com ênfase, assim como os demais palavrões que em nosso vocabulário substituem a nomenclatura padrão de órgãos genitais femininos, masculinos e o próprio sexo.

Se em nossa linguagem a ligação entre sexo e agressividade se expressa de forma tão clara, percebê-la estampada nas atitudes de alguns indivíduos não é surpresa, pois os termos que utilizamos na comunicação manifestam oralmente opiniões muito fundamentais de nossa cultura.


O sexo está no cotidiano, na mídia e em milhares de outras fontes que nos cercam, mas a sociedade ainda carrega um séqüito muito particular de pagãos travestidos, capazes de tratar qualquer insinuação sexual como algo proibido e que deve ser punido com desaprovação, preconceito e brutalidade.

Muita gente fala de emancipação sexual, mas continuamos batendo nas mesmas teclas e sabe por quê? Por que em nossa sociedade essa questão não está bem resolvida!

Caso estivesse, esse tema não se repetiria em looping e esse coquetel molotov de agressividade e sexo não explodiria nas ruas sob a forma de jovens problemáticos com a própria orientação sexual que descontam seu ódio em quem decide assumir-se apenas por conhecer-se muito bem.

Enquanto a dobradinha sexo e agressividade não sofrer um desencaixe ou pelo menos uma compreensão isolada de suas proporções não se atingirá uma qualidade de convivência quanto as diferentes formas de orientação sexual que hoje existem.

Condenar o impulso destrutivo dos jovens que têm vitimado homossexuais na Avenida Paulista ou em qualquer outro local do planeta é de fato necessário, porém, me parece ainda mais urgente que possamos estimular o nosso poder de dissociação.


Küsse Amigos, até a próxima!